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Arquitetura centralizada em VoIP

As dificuldades de gerenciamento com o crescimento da arquitetura distribuída ("peering" bilateral) podem ser eliminadas com a arquitetura centralizada. A Figura 2, abaixo exibe um modelo sob a mesma rede mostrada na Figura 1.

Arquitetura Centralizada

Figura 2. Arquitetura centralizada.

Realmente, o gerenciamento das tabelas de roteamente, da base de CDRs e das listas de controle de acesso, fazem do controle centralizado (geralmente chamado de "softswitch"), uma verdadeira maravilha. Há no Brasil, muitas alternativas semelhantes, com pequenas variações. A maioria destas alternativas força a centralização, inibindo um dos aspectos mais importantes da independência dos membros da arquitetura: centralizam a base de dados dos clientes. Ao centralizar a base de clientes, a arquitetura centralizada domina o bem mais precioso do responsável pelo gateway local que é a sua carteira de clientes. Para resumir e entender a inconveniência dessa arquitetura, sob o ponto de vista comercial e da agregação do VoIP em parcerias, cada ATA é autenticado no sistema central. Ainda, na grande maioria das aplicações, nem existe a figura do "gateway".

Os resultados são desastrosos. Inúmeras concepções e variações dessa arquitetura aparecem no mercado. Um dos piores exemplos, pode ser visto na Figura 3, a seguir.

Arquitetura Centralizada

Figura 3. A mais desastrosa versão da estrutura centralizada de VoIP

Antes de uma abordagem sobre a Figura 2, vejamos algumas questões sobre a visão que nos indica a Figura 3. Ela mostra um leiaute muito comum em quase todo o mundo e tem levado os usuários de VoIP a infindáveis pesadelos. E, pior, tem degradado o nome VoIP que, ao contrário, é uma das criações fantásticas do homem, aliadas ao prodígio da Internet. Nessa alternativa, o usuário de VoIP não sabe o que está acontecendo na estrutura centralizada. Ele não tem, absolutamente, nenhuma noção sobre qualidade de suas ligações, a eficiência do sistema que se perde pelas razões que iremos comentar quando falarmos sobre a Figura 2 e amplia os investimentos em qualidade, que quase nenhuma operadora de VoIP se presta a fazer ou manter. Além do mais, cria a possibilidade de se manter modelos de comercializações que não trafegam no terreno da ética. São danosos aos usuários e ao mercado, infelizmente. No âmago da questão: não é possível, ao implementar os modelos de negócios com base nessa arquitetura (da Figura 3), enfrentar as influências ruins que o ambiente local onde o ATA se encontra pode causar na qualidade do serviço.

Voltemos ao debate da Figura 2. Ao contrário da beleza técnica da arquitetura distribuída, a arquitetura centralizada tem as seguintes deficiências que constratam com sua facilidade de controle:

  • O servidor central é um ponto de falha para todo o conjunto de gateways. Qualquer tentativa de mudar isso implica em considerar os aspectos abaixo.
  • O roteamento de todas as chamadas através da central "softswitch" requer uma considerável banda para a Internet e, evidentemente, tende a baixar a qualidade do serviço.
  • Implementar uma central como mostrada na Figura 2 é muito caro. Cada chamada demanda uma porta de voz dedicada. Torna-se um desafio muito grande, lidar com as possíveis soluções quando o número de usuários aumenta.

Como se pode observar, os argumentos são simples. Claros. E não se pode fugir deles. A solução é o que se chama de Arquitetura Multilateral, que passaremos a discutir no próximo artigo. O Sistema Fale OK usa a arquitetura multilateral e adiciona inovações consideradas definitivas sob o ponto de vista da qualidade do serviço de VoIP.

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