Arquitetura distribuída no VoIP: exemplo de "peering" bilateral
Uma das mais eficientes representações lógicas de uma rede VoIP é a arquitetura distribuída. Ela pode ser vista na figura abaixo, na qual pode-se observar que o Asterisk é o grande propulsor. Não fosse o Asterisk, provavelmente não teríamos tamanha facilidade para construir tal arquitetura.

Figura 1. Arquitetura distribuída
As grandes vantagens dessa solução são:
Os protocolos do Asterisk, entre os quais se inclue o SIP, permitem que cada um dos pontos ofereçam aos terminais VoIP (ATAs) a possibilidade de originar chamadas, receber chamadas e terminar chamadas para o serviço de telefonia pública. Cada Asterisk é ligado a cada um dos outros Asterisks da rede (distribuída, claro). Cada um dos Asterisk (ou, genéricamente, "gateways"), da rede distribuída mantém em sua bases de dados: tabelas de roteamento, base de dados financeira (via os CDRs - Call Detail Records) e as listas de controle de acesso. Estas redes distribuídas são contruídas através de acordos ("peering") bilateral. A conectividade de um servidor Asterisk, com os outros, dependem dos acordos de "peering" bilaterais. Os envolvimentos financeiros entre os parceiros são diferentes e dependem dos acordos bilaterais, portanto. No início, quando as primeiras distribuições do Asterisk apareceram, principalmente depois do protocolo de interconexão entre os "gateways" houve um conjunto de iniciativas para construir redes distribuidas desse tipo. Até que se verificou que a manutenção dessas redes se tornaria um esforço de Hércules - praticamente impossível quando o número de gateways crescia. A complexidade de manutenção de tal rede aumentava à razão do quadrado do número de nós (ou "gateways"). Logo, logo tais propostas foram desaparecendo. Inclusive empresas com razoáve número de filiais (mais de 3), perceberam que a beleza da aplicação era uma utopia, infelizmente.